pombos - nem tão inofensivos

Pombos – nem tão inofensivos.

Sabemos que é bastante comum andar por localidades urbanas do Brasil e nos depararmos com algumas destas aves bicando os chãos das praças, ruas e calçadas na busca por alimento. Mas, apesar destas aves já terem feito das cidades e o convívio com o meio urbano o seu habitat natural, elas são consideradas pragas – e um verdadeiro problema sanitário. 

Isso porque, por terem tido essa adaptabilidade ao nosso meio sem empecilhos ou predadores naturais, elas se reproduzem com facilidade. Qual o problema dessa reprodução desenfreada? Quanto mais pombos, mais fezes espalhadas. 

As fezes dos pombos podem ter o fungo Cryptococcus e, quando essas fezes secam, se tornam passíveis de ocasionar zoonoses. O “pó” gerado pelas fezes secas pode ser acidentalmente  inalado por humanos, ou mesmo ingerido ao se espalharem nos ambientes.

Os pombos fazem parte de uma “grande família” chamada Columbidae, com mais de 300 espécies por todo o mundo. Aqui no Brasil lidamos especificamente com o Columba livia domestica, nome científico desta ave que vemos facilmente nas ruas (pombo comum). 

Essa espécie de aves foi trazida pelos europeus, mais precisamente pelos portugueses nos tempos de colonização, segundo os registros – apesar de serem descendentes do Columba livia atlantis, originário da região Mediterrânea (Europa, Oriente Médio e norte da África). 

À princípio foram trazidos para enfeitar as ruas, deixá-las com ar mais europeu, e com finalidade doméstica (em gaiolas) para alimentação da população. Mas logo começaram a escapar e, como falado anteriormente, pela ausência de predadores naturais foram se adaptando com o meio urbano, mesmo com a nossa presença.

Como qualquer praga, tem maior incidência de reprodução no verão, mas isso não impede que novas aves nasçam nas demais épocas. Seus filhotes levam cerca de 40 dias para o aparecimento das primeiras penas, o dobro das demais aves. 

A infecção pelas fezes não é uma exclusividade dos pombos. No entanto, por sua população numerosa, torna-se mais representativa. O fungo que pode  estar em suas fezes, citado acima, o Cryptococcus, é causador de doenças como pneumonia, meningite e criptococose, podendo causar até a morte. 

Essas aves poderiam ser consumidas,  sem problemas, se fossem criadas para isso.
A questão é que nas ruas, onde vive a maioria, eles não se alimentam e bebem somente grãos e insetos comumente encontrados na natureza. Na zona urbana, o alimento mais disponível fica em locais insalubres, como latas de lixo, onde encontram restos de comida e até outros animais.

A ave e seus ninhos podem conter ácaros, que causam moléstias menos graves como alergias e micoses. São todas doenças que possuem tratamento, mas que podem ser prevenidas com medidas simples. Alguns exemplos seriam: instalar telas em áreas com possibilidade de aglomeração de aves (sótão, vãos de ar-condicionado, etc) e manter a limpeza das áreas com fezes, que devem ser umedecidas e removidas por uma pessoa utilizando máscaras ou pano úmido na boca e nariz. 

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